
Tu não tem definição e pouco a pouco tuas palavras querem tirar o meu contorno, traço já bem definido, acostumado a distancia da tua incerteza!
Quer ser feliz junto de mim?
Vem na minha direção e me faz voar contigo, do contrário não me faz arrastar na tua direção novamente, para depois da queda juntar meus pedaços e traçar a definição, outra e outra vez, daquilo que sou.
Então decide Tu, te dou esse poder uma última vez sobre mim.
Silencie minhas palavras com um doce beijo ou silencie a amargura da tua incerteza e deixe-me procurar minha sombra perdida, em algum reduto do mundo, nas vielas daquilo que pode-se afirmar, desejar e enfrentar diante da vida!
Então escolhe Tu, se queres partilhar felicidade ou se queres esquentar teu corpo frio nos lençóis quentes de minha cama.
A fala é tua e emudece na ausência do outro, seguindo a passos largos, juntos ou em direções opostas.
Então escolhe Tu ou de adeus a essa parte de nós, que irá perder-se na mente, camuflada de memória, como gozo e sopro na nuca.
Decide Tu o caminho que quer seguir e se eu caminho junto.
Chega de tolices, irrita-me quanto te isenta de tomar a frente, de dar-me o sim ou o não!
Então decide Tu, para que eu possa aceitar a culpa da saudade daquilo que nunca vivi…
Por culpa tua que é assim
Por culpa minha que sou assim!
Hoje sou um réu confesso e tristemente me rendo; Prenda-me, julgue-me ou o que for.
São erros ou acertos, não sei ainda, que se repetem!
O Tempo…
Lembra? O tempo, aquele mesmo que o fantasma precisa para ser exorcizado!
Ele é quem vai mostrar o que é tudo isso, o que foi ou nunca será. E então assim quem sabe eu não descubra que o fantasma na verdade sou eu e que tudo indicava e só eu não percebia.
Agora vai, decide Tu, antes que eu decida e vire as costas para sempre!







