Angus Levy

ANGUS LEVY

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“E agora andando, encharcado de estrelas
Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar
Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar


E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer”

Saga - Filipe Catto

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Rima Rica, Frase Feita - Filipe Catto

Desculpe, meu bem
Se ontem te fiz chorar
Mas a vida é assim mesmo
Não se pode exigir
Pouco dá pra esperar
Muito obrigado por tudo
Pelo teu suor, pelos teus gemidos
E espero que a minha estupidez
Cicatrize teus sentimentos feridos
Nasci e morro assim, só
Perdido no escuro, dentro de mim
E vou cruzando o barro
Vou comendo pó
Até que chegue o fim
Mas a força eu retiro
Sugo feito vampiro
De saber que as estrelas
Também vivem sós
De um cigarro amassado
De uma rua deserta
De outros que até eu posso sentir dó
Da menina de olhos grandes como a lua
De uma noite sentindo tua carne crua
E dos bares, das festas
Dos vinhos, serestas
Das mentes infestas de podres horrores
De mil desamores
Do chope das quatro
Desse louco mundo putrefato
Dessa grande peça de teatro

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“You’ve already won me over in spite of me

Don’t be alarmed if I fall head over feet

Don’t be surprised if I love you for all that you are

I couldn’t help it

It’s all your faults”

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E não é que assim mesmo que as coisas são?!

As circunstâncias da vida, as vezes, parecem debochar da nossa cara!

Tudo é tão inconstante e tão mutável que quase não podemos ter a certeza de crenças já bem justificadas e estabelecidas em nossa mente!

Eu sempre tão cético quanto muitas questões na vida, sempre tão racional, tão calculado, tão controlado e ao mesmo tempo escravo de um futuro tão incerto, tão impreciso, tão mutável…tão vago!

Como é possível saber o que esperar de algo que nem sabemos o que é? O ideal é não esperar, vamos repetindo isso até se convencer…

A máquina do “e se fosse assim” ainda não foi inventada, talvez nem devêssemos pensar nela, dizem por ai (e eu sou um dos que repito) que devemos abrir-se para o novo, permitir-se fazer escolhas e aceitar as mudanças…

- “Parece tão simples falando assim” - Fui questionado

E não é que parece mesmo?

Só que não é! No fundo mudar sempre é um instinto suicida, é jogar-se de um penhasco sem a certeza que o paraquedas irá abrir, é correr o risco de dar com a cara no chão ou experienciar uma sensação incrível, sentindo o vento bater no rosto e pousar com segurança!

Então escolhe: Suba ao penhasco e se arrisque na sorte ou se quer saiba que existe uma possibilidade e viva sempre no chão…

Eu escolhi arriscar e pular do penhasco com a mochila nas costas, agora é esperar e ver se o paraquedas abre…

“Ah, pra que chorar, a vida é bela e cruel, despida. Tão desprevenida e exata, que um dia acaba” (Ritual - Cazuza)

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 Mutas vezes a vida é foda mesmo, não permitir-se a muita coisa é menos doloroso mas pensar que as coisas poderiam ser diferentes se as atitudes fossem tomadas de outra forma, se tivessemos o entendimento do que vivemos com os olhos de um viajante no tempo, tudo seria mais fácil. Conheceríamos o futuro e entraríamos em um paradoxo temporal incrível entre escolhas que modificam toda uma existência…
 As vezes o privar-se e o permitir-se na minha vida, equivalem em sentimentos, eu me tornei mais escravo do futuro do que imaginava que poderia ser e isso em todos os aspectos da minha vida!
Quem resolve isso?
Só eu posso, se me permitir a isso também. É uma foice descontroladamente contralada por minhas razões, ceifando minhas palavras tão brilhantemente tocantes sobre abrir-se para o novo, talvez seja a insonia falando, talvez ninguém leia isso mesmo, por isso posso descortinar minha alma, abrir minha mente e mostrar meu rosto!

 Mutas vezes a vida é foda mesmo, não permitir-se a muita coisa é menos doloroso mas pensar que as coisas poderiam ser diferentes se as atitudes fossem tomadas de outra forma, se tivessemos o entendimento do que vivemos com os olhos de um viajante no tempo, tudo seria mais fácil. Conheceríamos o futuro e entraríamos em um paradoxo temporal incrível entre escolhas que modificam toda uma existência…

As vezes o privar-se e o permitir-se na minha vida, equivalem em sentimentos, eu me tornei mais escravo do futuro do que imaginava que poderia ser e isso em todos os aspectos da minha vida!

Quem resolve isso?

Só eu posso, se me permitir a isso também. É uma foice descontroladamente contralada por minhas razões, ceifando minhas palavras tão brilhantemente tocantes sobre abrir-se para o novo, talvez seja a insonia falando, talvez ninguém leia isso mesmo, por isso posso descortinar minha alma, abrir minha mente e mostrar meu rosto!

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“Feels like I’m moving in slow motion or am I standing still? […] I tell myself I’m doing better, I tell myself I’m doing fine.”

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Sem títulos e rótulos, a vida já tem muito deles!

Na vida, muitas vezes, somos condicionados a agir de forma empática, ou seja, colocar-se no lugar do outro para compreender o que podemos fazer de forma tal que minimize a dor de todos. Isso é uma atitude utilitarista valiosa e digna, entretanto, na vida, tudo deve ser equilibrado, como já dizia o filosofo, a virtude esta no meio, ou seja, colocar a posição do outro sempre acima da sua é perder a identidade!

Por muitas vezes nem percebemos que nossas vidas são demasiadamente regradas pelo que esperam de nós, aquilo que esperam que sejamos! E não somente em uma esfera da nossa existência, mas em todas elas. Ter uma visão de conjunto, pensar no impacto social, exigir de nossas atitudes responsabilidades sociais, familiares, éticas, entre outras palavras, “vestir-se de outro” é algo necessário mas evitar construir sua identidade por causa do outro é um preço muito caro a pagar!

Pensar em todas as amarras, todas os determinismos, todos os valores “socados goela abaixo” por indivíduos que não possuem o menor vinculo real conosco, que não possuem conhecimento do que sentimos, do que falamos, do que somos ou até mesmo daqueles que nos conhecem e ainda assim tentam impor “certas verdades inquestionáveis” é perceber-se nauseado sobre a constituição do que somos!

Uma hora é preciso sair do casulo, sentir-se livre dessas amarras e poder, dentro de alguns limites (sim, sempre teremos limites, a maior ilusão do mundo é acreditar na liberdade em absoluto), voar em direção ao que queremos, ao que desejamos ou mesmo ao encontro de nós mesmos, do ente bruto, sem as amarras!

E como tudo o que vai contra o senso comum, contra a vontade vigente de um rebanho (a maioria), quando o voo livre for percebido, muitas pedras serão jogadas em sua direção! Sentir-se dono do seu caminho, dono de suas atitudes é muito mais do que dizer simplesmente isso é querer voar e sentir o vento batendo no rosto, é querer dizer o que te faz feliz sem medo de ser renegado ou das consequências que podem existir!

A vida não é um grande exemplo de justiça, o conceito veio depois dela, a vida é muito mais reativa, muito mais em busca de equilíbrio, como tudo na natureza que busca estabilidade. As vezes fazemos os outros chorar, fazemos os outros sofrerem, temos atitudes que podem ser consideradas egoístas demais e esse outro, as vezes, é nós também…

Mas quem nunca teve alguma atitude egoísta? 

Egoísmo: “é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona.”

Quem nunca, em algum momento na sua vida, não colocou seus interesses a frente dos outros? Sejamos honesto na analise, todos somos egoístas em certa escala! Esse fato só se torna ruim quando nossas atitudes são todas assim, quando há desequilíbrio!

Pensar que “o mundo gira em torno de si, tomando o eu como referência para todas as relações e fatos” é falta de sensibilidade com os demais, falta de empatia, um  desequilíbrio!
Pensar que estamos todos no mundo, que cada existência é unica e intransponível, que devemos ser donos do nosso caminho, que nossas escolhas podem ser feitas com um brainstorming mas que não podemos esquecer que quem irá bater o martelo somos nós e, que as vezes pensar primeiramente em nossa existência é necessário é ser sensível consigo, é ser natural, humano, é ter equilíbrio entre a nossa existência e a existência do outro!

Isso por vezes significa trilhar um caminho solitário interiormente, um caminho de buscas em recantos do nosso ente mais bruto, um caminho que nos faz perceber a aporia entre aquilo que eu sou e aquilo que esperam de mim, isto nos faz estabelecer o limite entre momentos solitários e de multidões, isso nos faz ter equilíbrio!

Uma hora ou outra, vamos ter que optar por um lado ou outro e viveremos sempre assim, oscilando entre eles, em um momento sendo o que esperam de mim e outro sendo o que eu sou, podemos dizer que além de marcados para morrer, somos condenados a eterna oscilação do animal de bando e o animal solitário, uma esquizofrenia inerente a condição humana exigindo que sejamos mais do que extremos, que possamos legalmente ser bipolares (ao menos no que diz respeito a essa questão), ou seja, agora eu quero ficar no meu casulo e daqui a um minuto eu posso querer voar, ou vice-e-versa!

“Na solidão, o solitário se devora a si mesmo; Na multidão devoram-no inúmeros. Então escolhe.” (Friedrich Nietzsche)