Angus Levy
Então escolhe Tu

Tu não tem definição e pouco a pouco tuas palavras  querem tirar o meu contorno, traço já bem definido, acostumado a distancia da tua incerteza!

Quer ser feliz junto de mim?

Vem na minha direção e me faz voar contigo, do contrário não me faz arrastar na tua direção novamente, para depois da queda juntar meus pedaços e traçar a definição, outra e outra vez, daquilo que sou.

Então decide Tu, te dou esse poder uma última vez sobre mim.

Silencie minhas palavras com um doce beijo ou silencie a amargura da tua incerteza e deixe-me procurar minha sombra perdida, em algum reduto do mundo, nas vielas daquilo que pode-se afirmar, desejar e enfrentar diante da vida!

Então escolhe Tu, se queres partilhar felicidade ou se queres esquentar teu corpo frio nos lençóis quentes de minha cama.

A fala é tua e emudece na ausência do outro, seguindo a passos largos, juntos ou em direções opostas.

Então escolhe Tu ou de adeus a essa parte de nós, que irá perder-se na mente, camuflada de memória, como gozo e sopro na nuca.

Decide Tu o caminho que quer seguir e se eu caminho junto.

Chega de tolices, irrita-me quanto te isenta de tomar a frente, de dar-me o sim ou o não!

Então decide Tu, para que eu possa aceitar a culpa da saudade daquilo que nunca vivi…
Por culpa tua que é assim
Por culpa minha que sou assim!

Hoje sou um réu confesso e tristemente me rendo; Prenda-me, julgue-me ou o que for.
São erros ou acertos, não sei ainda, que se repetem!

O Tempo…

Lembra? O tempo, aquele mesmo que o fantasma precisa para ser exorcizado!
Ele é quem vai mostrar o que é tudo isso, o que foi ou nunca será. E então assim quem sabe eu não descubra que o fantasma na verdade sou eu e que tudo indicava e só eu não percebia.

Agora vai, decide Tu, antes que eu decida e vire as costas para sempre!

Iron Man 3 IMAX Poster

Reinventar-se é preciso

Reinventar-se é preciso

Saudades

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades…

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei…

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser…

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro…

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser…

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências…

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que…
não sei onde…
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi…

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês…
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados…
para contar dinheiro… fazer amor…
declarar sentimentos fortes…
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
“I miss you”
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades…
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência…

 

Clarice Lispector

Voz e vento, apenas…

- Por que ele recusa permanência? Questão que ecoava na mente do
desconhecido que acabara de sair de um quarto.
Essa era, sem duvida, a chave para compreender a mente daquele corpo,
que há minutos atras repousava sobre o dele.

Em contrapartida, o outro vestia-se, ainda no quarto, sozinho, com uma
calma e tranquilidade evidente, por vezes expressando uma perturbadora
sensação de satisfação e plenitude, que findou-se quando vestiu a
ultima parte da armadura e saiu em direção ao mundo.

- Abençoado seja o efêmero encontro desta noite! Foi o pensamento mais
carismático que conseguiu ter, encarando os lençóis, na cama
bagunçada…

Batendo a porta do quarto, levou consigo, de toda a noite, somente o
fosforo barato, encontrado no quarto, com o qual acendeu seu cigarro,
andando em direção a padaria, afinal, tudo aquilo havia mexido com
ele, o despertou a fome.

Enquanto o outro, atordoado por questões sem respostas, permaneceu de
alguma forma dentro daquele quarto bagunçado, deixando o seu corpo
andar despercebido em direção a um mundo muito mais frio e restrito do
que ele supunha viver anteriormente.


Oh, Senhor das Feras.Pai das criaturas livres e selvagens!Tu que és o Dia, resplendor da vida.Que fecunda a Terra para que a vida se faça.Sol Divino, maior que a incerteza.Caçador soberano dos bosques encantados.Caça abençoada do ciclo da vida.Divino Consorte da Deusa.Onde quer que eu vá, ilumina meu caminho para que a vaidade e o orgulho não turvem minha rota.Sê comigo, ó Cernnunos, quando os desafios abalarem minhas fibras.Empresta-me teu vigor para que os inimigos do Bom Combate não celebrem sobre minhas cinzas.Ensina-me a reconhecer o momento de vencer, o momento de retroceder e o momento de perder.Assim ensinas na tua Rota Divina.Nascer, crescer, multiplicar, envelhecer, morrer e renascer.Ó Soberano Senhor de Cornos Sagrados!Gamo-Rei de encantos invejáveis!Entrego a ti minha espada, para que meu golpe seja Tua Lei.Entrego-Te meu escudo, para que minha defesa seja tua vontade.Senhor dos Tempos, Cavaleiro de Mil Nomes, todos eles Sagrados para mim.És a Força Masculina do Universo.O que habita em tudo e tudo está banhado pelo seu brilho.Sou por tua Benção, o Bruxo, Guardião do Caldeirão de Cerridwen.
Fonte

Oh, Senhor das Feras.
Pai das criaturas livres e selvagens!
Tu que és o Dia, resplendor da vida.
Que fecunda a Terra para que a vida se faça.
Sol Divino, maior que a incerteza.
Caçador soberano dos bosques encantados.
Caça abençoada do ciclo da vida.
Divino Consorte da Deusa.
Onde quer que eu vá, ilumina meu caminho para que a vaidade e o orgulho não turvem minha rota.
Sê comigo, ó Cernnunos, quando os desafios abalarem minhas fibras.
Empresta-me teu vigor para que os inimigos do Bom Combate não celebrem sobre minhas cinzas.
Ensina-me a reconhecer o momento de vencer, o momento de retroceder e o momento de perder.
Assim ensinas na tua Rota Divina.
Nascer, crescer, multiplicar, envelhecer, morrer e renascer.
Ó Soberano Senhor de Cornos Sagrados!
Gamo-Rei de encantos invejáveis!
Entrego a ti minha espada, para que meu golpe seja Tua Lei.
Entrego-Te meu escudo, para que minha defesa seja tua vontade.
Senhor dos Tempos, Cavaleiro de Mil Nomes, todos eles Sagrados para mim.
És a Força Masculina do Universo.
O que habita em tudo e tudo está banhado pelo seu brilho.
Sou por tua Benção, o Bruxo, Guardião do Caldeirão de Cerridwen.

Fonte

We used to get closer than this
Is it something you miss?
Winged or chained
I ask you
Would you have stayed?

É sou filho do acaso, o pequeno grão de areia que caminha sem direção… Fez-se do pó e é pó no lamento da estrela que explodiu!

É sou filho do acaso, o pequeno grão de areia que caminha sem direção…
Fez-se do pó e é pó no lamento da estrela que explodiu!

E se acontecer é porque no fundo é o que se quer

Me faço vinho, embriagando o teu corpo.
E no amanhecer apenas a dor de cabeça, as tonturas, o cambalear, a insaciável sede, a fome sem vontade de comer…
Arrependo-me só porque volto ao mundo de regras, onde não posso ser livre, ser aquilo que o meu subconsciente empurra para baixo, para o mundo não conhecer o meu verdadeiro ser, para que não demonstre o demônio que sou, que somos… E ele (o vinho) me transforma nisso!
Naquilo que quero e nunca fui, para amanhã já não me lembrar.
Como que por Lua Cheia me transforma em lobisomem, para me consumir de prazer, te consumir de prazer.
Tudo o que eu fiz com ele foi um grito, um grito livre e assim liberto-me contigo e vivo cada segundo.
Meu corpo não faz o que mando mas faz o que quero.
Não há consequências, não há constrangimentos, não há lembrança.
Viva o vinho que é sincero, que alegra cada pensamento, e que afoga o humor negro no doce embriagamento!